quinta-feira, maio 28, 2009

"Nunca mais pensei em ti"

Alguém me enviou isto... desconheço o autor... mas gosto muito de o ler e merece estar aqui!
É algo com o qual toooooooodos se vão identificar... mesmo que parcialmente.

"Nunca mais pensei em ti, sabes? E ontem ao tocar no teu nome lembrei-me que já nem me lembrava de ti. Percebi que já não sabia o teu telefone de cor, e que já nem sabia o teu nome completo. Lembrei-me que já não me lembrava da tua cara, nem dos traços específicos, das tuas expressões. Já não sei as tuas manias, nem os teus vícios. Não me recordo de ti, nem da maneira como falas. Não sei o tom da tua voz, nem me lembro de tudo o que passamos juntos. Lamento, foste tu que quiseste assim. Como me habituei a ti, desabituei-me. Não foi fácil, mas também ninguém disse que o era. Ao princípio custou, mas depois acabei por me habituar. Por isso, hoje acredito que é tudo uma questão de hábito, ou da falta dele. Foi difícil arranjar qualquer coisa que substituísse a falta que tu me fazias. Agarrava-me a qualquer coisa para nem ter tempo de pensar em ti. Ocupei o meu pensamento com tantas coisas, só para não ter de me lembrar de tudo que passei contigo. Refugiei-me na música, ouvia dia e noite para tentar apaziguar a dor. Fiz tudo e no fim percebi que não tinha feito quase nada. Há coisas que só o tempo leva. E hoje sinto-me livre. Ainda te sinto em mim, isso é verdade. Acho que te vou sentir sempre, mas percebi que as coisas importantes não se perdem assim. Não preciso de te ver para me lembrar de ti. Não preciso de chorar para manter a nossa história no meu pensamento. Não preciso de te abraçar para recordar de como cheiras bem. Não preciso de te olhar para saber que nunca nos vamos esquecer. Tu habituaste-me assim. Mas doeu, doeu muito. Doeu no inicio, durante, e agora de vez em quando ainda doí. Mas é uma coisa muito escassa. Não é dor daquela que fere, daquela que nos tira a respiração e nos magoa por dentro. É a dor que o tempo deixa, a dor das saudades e do que não foi e podia ter sido. Agora é diferente. Não te tenho raiva, apenas pena do rumo que as coisas tomaram. Não te odeio por não estar aqui comigo. Não lhe tenho nada, e é este o caminho."

Pa... sem palavras!
Não escreveria melhor!

Repito... não sei quem é... mas até gostava de conhecer!

quarta-feira, maio 27, 2009

Sr Mark Ronson



Há qualquer coisa no Ronson que eu não sei explicar...


Que o gajo tem jeito para a coisa, tem!!!

Que tem estilo, tem!!!

Está genial... adoro esta música!

terça-feira, maio 26, 2009

Hoppíppolla

Sigur Rós - Hoppíppolla - uma musica que me faz sorrir!!

domingo, maio 24, 2009

Parabéns Bunny :)


De todos os presentes que "ganhei" nesta vida, o que mais amei até hoje - parte da minha família agora e sempre!

Quando 11 anos atrás, no Rio de Janeiro, cismei, junto com o meu irmão de que teríamos que pedir aos nossos pais um cão, não sabiamos minimamente o tamanho do nosso pedido.

Mas ele veio... lembro como se fosse hoje...

Julho/Agosto 1998... Ipanema... Avenida Brasil... Não estava propriamente um dia de calor dado que estavamos no Inverno. Chegou de manhã cedo... quando digo cedo, seria certamente cedo - os cariocas começam as as aulas as 7:00 da manhã sendo que o dia amanhece e começa bem cedo comparativamente a Europa - não arrisco dizer que horas seriam, mas sei que a minha mãe estava ainda deitada.
O porteiro ligou para o apartamento a dizer que estava alguém para entregar o cão - o meu irmão desce com o meu pai. Eu, lembro-me bem, fiquei a dar saltinhos de alegria, a espreitar pela janela e coisas do género... Depois abri a porta de serviço e desci as escadas, virei para a minha direita e segui para a entrada social do prédio - ainda considerei ir pela minha esquerda e seguir a entrada de serviço (normalmente por onde entram as pessoas quando chegam da praia, compras... onde fica a garagem e onde entram os animais,). Mas não, ouvi vozes na entrada social e espreitei... Era um corredor (salão?) amplo, branco, cheio de claridade... as paredes e o chão eram revestidos se não me engano de mármore branca (as fachadas e interiores dos prédios no Brasil conseguem ser de uma beleza e bom gosto único) - existia também ainda mais para a direita o jardim interior do prédio, logo um local bastante iluminado. Desviei o meu olhar em direcção ao som e consequentemente para a entrada do edifício... No meio do branco e da claridade, com a praia de Ipanema como cenário de fundo, vi o meu pai junto do meu irmão e aquilo que se afigurava serem as feições do nosso cão - retenho esta imagem também até hoje. Não me aproximei - esperei! Entregue o cão, hoje Bunny, começam a vir em minha direcção... aquele entusiasmo começava a explodir aqui dentro a ansiedade de o ver, de lhe pegar...

Foi assim a primeira vez que te vi, ao colo de um deles, pequenininho... todo pretinho. Nada confortável e com aquele ar "quem são estes??" - peguei-te ao colo pela primeira vez já em casa e rompi pelo apartamento em direcção ao quarto dos meus pais - "mãe mãe... chegou"... Enquanto entrava pelo quarto e deixava o cão em cima da cama ao lado da minha mãe - ela olha para o cão pela primeira vez e sai-lhe o "ai que ele é tao grande" - ela nunca tinha propriamente aprovado a ideia de ter um cão.

O teu primeiro dia no apartamento esta-me gravado na memória... ainda que quase 11 anos depois...

As primeiras interacções... a choradeira da primeira noite e seguintes... Tanta coisa...

O meu cão, não por ter vindo do outro lado do mundo ou coisa parecida... mas talvez por ser meu... é-me particularmente precioso. Gosta de mim! Suspira comigo quando o dia corre mal... Espeta-me aquele focinho húmido no meio da cara quando estou armada em parva e a deixar a vida passar-me pelas mãos... Faz-me acreditar todos os dias que a vida é fácil e que precisamos de muito pouco para sermos felizes - relembra-me dos sentimentos que realmente são importantes e aqueles que realmente não são - um professor em muitos momentos na minha vida :)
Sabe e sente muito muito mais do que aquilo que nós consideramos possível.

E tem o melhor olhar do mundoooooo!!!

Fica aqui o meu post babado para o meu cão!
Parabéns amigão!!!

sexta-feira, maio 22, 2009

"A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."

Florbela Espanca

Conselho

Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim com lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.

Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
Fernando Pessoa (Cancioneiro)

quarta-feira, maio 20, 2009

Timming das nossas vidas

Só mais uma vez...
"Quando to mencionei, nas várias deslocações que fiz até ti, de que nunca me contentaria - sóbria, bêbada, de manhã, de madrugada, de dia, de noite, numa mensagem, numa conversa, num abraço ou até mesmo num beijo - esse belo processo que chamam de "descodificação da mensagem" nunca me pareceu eficaz. Nem nunca te pareceu oporturno!

Para que nada mais me reste inerente a este capítulo... Diria que existe muito mais além da rejeição e, que só nós sabemos (re)encontrar o caminho e que todos levamos o nosso tempo...

Repara, deixar de "te dar este Norte que não é o teu" não foi inicialmente uma opção e sim uma condição... O tempo tratou de minimizar o drama e pôr tudo no devido lugar."

Esta coisa do "timming" todos sabemos que é mesmo assim - acontece!..
Aceitá-lo facilitaria certamente todo o processo :)

Diz a "crescida"...


Innerpartysystem - heart on fire
You remember me from a better time
Infatuation with each other could summarize
All this is tied to the love
The love you had assumed would never die
I can't remember what i had said
Something remeniscent of a relationship
It was easier to lack the truth
Then tell you how i feel
But i will surround your heart with lies until the end
I remember you from a better time
Conversation saturated with telling lies
All this comes back to the love
The love i spoke with honest and pure eyes
Now i remember what i had done
Something meaningful to get you and fall in love
It was easier to tell you
Everything you want to hear
But i will surround your heart with lies
And it's a heavy burden on me baby
A heavy burden i have never felt before
Sit back, relax, recover
A fine time for me to mention you
Get down, regret and wonder
Who really ever tells the truth
Sit back, relax, recover
A fine time for me forgetting you
Get down, regret and wonder
Who really ever tells the truth
I will surround your heart with lies
And it's a heavy burden on me baby
A heavy burden i have never felt before

domingo, maio 17, 2009

Se eu vivesse num mundo "a minha maneira"


As ideias atropelam-se a uma velocidade mortífera enquanto leio o tópico... mas tentarei fazer com que algumas fiquem bem perceptíveis enquanto as mesmas me ocorrem... sem qualquer ordem de ideias.
Se eu vivesse num mundo "a minha maneira" faria com que as "pequenas coisas" ocupassem o enorme lugar que eu insisto que devem ter na vida e quotidiano de uma pessoa:
De pequenas ocasiões, lições de vida...
De pequenos momentos, grandes histórias...
De um pequeno gesto, um acto nobre...
De um sorriso, uma cumplicidade...
De um olhar, palavras...
Destacaria tudo aquilo que subsitui palavras e que são genuinas...
Banalizaria (ainda mais!) o poder que uma palavra consegue ter, a não ser que devidamente fundamentada com gestos e expressões corporais.
Num mundo a minha maneira... as pessoas praticamente não precisariam falar para fazer ver o que pensam querem e sentem... A linguagem corporal consegue ser das mais incortonáveis formas de realmente nos expressarmos e fazermos ver aos outros o que somos e como realmente somos.
As pessoas são valorizadas não pelo que dizem, mas pelo que transmitem... Não pelo que fazem, mas pelo que fazem sentir...
Num mundo "a minha maneira"... daria lugar ao mítico "viver o momento"... Deixaríamos sobressair mais o nosso lado emocional ao nosso lado racional... Viveríamos, nem que fossem por pequenos instantes, episódios ricos para o nosso percurso... Aprenderíamos talvez muito mais rapidamente com os nossos erros, em vez de estarmos a equacionar eventuais consequências de uma decisão - insisto - por pequena que seja.
Nesse mesmo mundo acredito que os dias que nos parecem extremamente curtos e que não nos permitem fazer nada... seriam bem melhores e estranhamente maiores.
Num mundo "a minha maneira" existiria, sim, um apelo exaustivo aos nossos impulsos... ao inconsciente... ao incontrolável... a tudo aquilo que considero que se aproxima o mais possível aquilo que todos procuramos - a verdade, transparência, sinceridade e autenticidade... Sendo que é isto que procuro e acredito que todos procuramos...
Algo que acredito há muito já perdido... Desacreditado...
Passamos mais tempo a planear, falar e pensar do que a agir... Perdemos muito tempo a falar sobre coisas que implicitamente estão mais que ditas... Perdemos muito tempo a fazer coisas que estão mais que feitas... A pensar em coisas que simplesmente não passam disso, pensamentos....
E perdemos! Perdemos mais do que aquilo que deveríamos perder... Aproveitamos menos do que aquilo que deveríamos aproveitar...
Não sou de todo infeliz na realidade em que estou inserida... mas ambiciono e cultivo o "mais" na minha vida - quero mais... desejo mais... procuro mais... acredito em mais... faço mais... exijo mais... sinto mais... VIVO MAIS!
Para acabar em grande... a banda que também entraria no "mundo a minha maneira" :p Que acho que muito bem se identifica com tudo que aqui escrevi... e muito mais :)

quarta-feira, maio 13, 2009

hm...

Para a quantidade de vezes que se atrevem a deduzir o que eu penso ou o motivo das minhas decisões (e erram obviamente)...
Para essas pessoas existiriam 2 soluções:
- ou eu vinha com um manual de instruções; (e era só ler ler ler... e ler ler ler)
- ou com um livro de reclamações! (e escreviam, escreviam, escreviam...)

Mas como a realidade é outra... epa, perguntem!
-é mais fácil e ficam com menos dores de cabeça!

segunda-feira, maio 11, 2009

Existem...


... e eu continuo aqui... de uma forma que nunca nos será suficiente... mas ainda aqui!

domingo, maio 10, 2009

O difícil não é tomar a decisão... mas sim mantermo-nos fiéis a mesma!

quinta-feira, maio 07, 2009

quarta-feira, maio 06, 2009

Flores no caminho (15/08/08)


"Menina,


Se algum dia a vida parar de te pôr a prova... deixaste de viver.Se algum dia conseguisses prever o desfecho do teu dia de hoje, eu diria que nesse mesmo dia apostarias no euromilhões e o ganharias...

Saiste para trabalhar, curiosamente para fora do Porto e para uma jornada que ultrapassaria o teu normal horário de trabalho... e já nisto as novas emoções superaram as tuas expectativas para o dia. Chegas ao Porto e quando estás a porta do teu carro, conforme rotina diária, começas a retirar os telemóveis e as chaves... quando reparas, que ainda em tom silencioso estás a receber uma chamada. O NÚMERO estava a ligar-te, atendes ainda perdida no tão pequeno (e ja excessivo) acumular de pensamentos. Conversam coisas banais, enquanto retiras o outro telemóvel - chamada não atendida tambem DO NÚMERO.

... de facto conversam, mas não te sai da cabeça a ideia da anormalidade da situação... visto os últimos acontecimentos...

Confrontas a chamada, respondem-te com um "onde estás?" ao qual obviamente respondes... De seguida dizem-te que estão a tua espera e inocentemente em pleno parque de estacionamento olhas para a entrada na tentativa de reconhecer a cara DO NÚMERO com quem estás a falar. Não encontras. Mais conversa e tens a informação que estava sim a tua espera, mas a porta de tua casa.

Vais para casa, na "viagem" tiveste tempo mais que suficiente para mandares as vozes dentro de ti darem uma volta... aumentas o volume do rádio... Evitas qualquer linha de raciocínio relacionada com aquela chamada e tentas (tentas!) minimizar o sucedido. Enquanto estás nesta luta e procuras músicas no ipod para auxiliarem o processo (que aparentemente sempre que precisas "daquela", não encontras) - chegas a casa.

Sais do carro, diriges-te ao carro DO NÚMERO, e a medida que te aproximas reconheces o tão dificil de esquecer rosto (que ainda vês mesmo com os olhos fechados). A única coisa que jamais poderias reconhecer seria o ramo de flores que trazia no carro, para ti... Ficas imediatamente sem jeito antes mesmo de lhe dirigires a primeira palavra pessoalmente. Pequenos tremores dentro de ti tentam acelerar-te os pensamentos numa tentativa de dedução de toda aquele cenário... Mas congelas... tens medo de assumir qualquer linha de racionínio... como bem sabes a ressaca é fodida e qualquer gesto mal interpretado é equiparada a uma queda de cavalo...

E bem fizeste tu... o tão mítico símbolo dos romanticos altamente apaixonados não se aplicava, excepcionalmente, a este ramo de flores... Rapidamente foi-te explicado que seriam sim um gesto de carinho e pedido de desculpa por uma desvalorização a tua pessoa algures num passado recente. Nada relacionado sequer com tudo o que te atormenta. Seguiu-se ainda uma conversa controversa sobre passado... a qual, sei-o eu tão bem, não facilitaste a aborgadem, por 1001 motivos... Tinhas as palavras ali, todas devidamente alinhadas e o silêncio foi o unico que se pronunciou... Desconversaste...

Tudo que se seguiu de pura normalidade...

Agora que estás em casa... Porque é que um ramo de flores não pode ser só um ramo de flores? Porque é que uma conversa sobre relacionamentos passados não pode ser só isso, uma conversa? Porque é que te martirizas no desmembrar de todo o acontecimento? A tentar adivinhar o impacto que tudo isto tem nele?

Eu respondo-te:Porque no fundo vivem momentos de plena felicidade numa realidade completamente transfigurada... E isto tudo num passado seria suficiente para hoje estarem juntos... Ninguem te disse que seria fácil certo?

ps: e essa música por acaso te está a ajudar?"

____

E recordar é viver!

terça-feira, maio 05, 2009

TPM

Algo nada bonito de se ver ou "levar com"... e que eu possuo aos montes!

Aviso já... estou oficialmente (e extremamente) mal humorada e estarei (pelo menos) nos próximos dias... e isso implica a minha falta de sensibilidade para dizer as coisas e a tendência natural em magoar gratuitamente quem gosta de mim...

Por isso - não estou, não procuro, não me procurem, não quero saber... estou-me nas tintas!

FUI!

Será?


Tenho muitas dúvidas...

sexta-feira, maio 01, 2009

Vou... e volto!!

Como eles muito gostam de dizer na India!