terça-feira, setembro 14, 2010
domingo, agosto 29, 2010
novo single do Jónsi :)
A parte final do video tá :)
Acho que foi quando o acabei de ver, hoje no inicio do dia, que fiquei com um bichinho aqui dentro... e só sosseguei quando mudei o quarto todo...
Adoro o vídeo e o resultado!! :)
quinta-feira, junho 24, 2010
Hm... it's home!
Não, não consigo abandonar ainda este meu "cantinho" onde, apesar de tudo que lhe injectei e da constante "desarrumação", me sinto em casa.
Volto atrás, encosto então as malas num canto e sento-me.
Sem pressa. - o tempo pode esperar ou ainda que não espere e esteja constantemente a passar, tenho tempo - Como dizia o grande Saramago "não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".
É aqui que um a um, escrevi e/ou arrumei capítulos da minha vida. Tenho alguns ainda em cima da mesa, alguns desses até nem sei (até hoje) o que lhes fazer... já mais que escritos, editados, reeditados, que não prestam, que já não servem, que nunca percebi ou que nunca fizeram lá muito sentido...
Se eu equiparar isto ao meu armário aqui do quarto, vejamos: imensa roupa sendo que uso praticamente sempre a mesma, que representa uns 15% do que lá vai; existe depois todo o resto que simplesmente "ocupa espaço", que sei que existe mas por algum motivo não escolho para desfilar no meu dia a dia, ou que ja nem me lembro que existem (saiu-me agora um "olha esta t-shirt!!! a quanto tempo!" - acontece muito só me lembrar delas quando me aparecem a frente, alias acontece-me isso não só com a roupa, mas não vamos perder agora o sentido a coisa). Ou seja, se me tirassem essas roupas do armário o mais provável é que nem desse por ela, logo que não me fizesse sequer falta. E vantagem? Espaço para mais roupa, adoro a ideia digo já!
Portanto o mesmo acontecerá a esses capítulos que por demasiado tempo ocupam desnecessariamente a secretária da minha vida. Hoje pego num caixote e mando tudo lá para dentro. Vantagem? Mesa livre para poder escrever capítulos do início sem papeis soltos que me desviem sequer a atenção.
Esta ideia cativa-me... Olho pela janela e espreguiço-me com vontade enquanto penso um "e sabes que mais, vai ser já!"
Sempre tendo pressente o - "não tenhamos pressa, mas não percamos tempo"
quinta-feira, maio 13, 2010
Jónsi

Bom, é conhecida já a minha paixão pelo trabalho dos Sigur Rós... No entanto Jónsi, o vocalista, tem feito trabalhos paralelos, incluindo um álbum a solo.
Bom, incondicionalmente entrou para o meu imaginário mais uma vez.
Estou completamente apaixonada pelo trabalho dele a solo...
Continua a ser igualmente bom e extraordinário a cantar em Inglês. Sim, porque o "sucesso" que ele tem nos Sigur Rós, e isto é taxativo, vem unicamente da magia da combinação dos sons e da mensagem que só isso consegue transmitir - há que reconhecer que o que na realidade ele canta, que é em Islandês, só malucos como eu que andam em tradutores do google para cima e para baixo é que acabam por conhecer.
Este "GO"... está qualquer coisa de genial! 9 músicas que me fazem viajar e despertam o melhor que há em mim... Estou deliciada com o poder das músicas e até onde me conseguem levar.
Atento também na mensagem das músicas e do conjunto em geral - brilhante!
Jónsi consegue, trabalho após trabalho, surpreender! E quando penso que estou a ouvir isto em CD e tento imaginar ao vivo... bom vem aquele arrepio. Tive já a oportunidade de ver Sigur Rós ao vivo e a cores, que foi simplesmente o melhor concerto de toda a minha vida até hoje. Considero ser um som que ao vivo é bastante mais envolvente e tudo e tudo e tudo do que em CD. Portanto apanho-me agora aqui na internet a ver as datas da tour dele, já sabia que ele iria estar em Barcelona no Sonar e estou mesmo mesmo mesmo a considerar uma roadtrip ou whatever ... Ou ainda que nao consiga conciliar já já... conjugar um fim de semana algures na Europa numa data deles... porque vale a pena, vale mesmo a pena. Para mim, óbvio.
Deixo aqui um pedacinho do álbum... Animal Arithmetic que é a música que não me sai do ouvido hoje... Belíssima. No entanto, insisto, ouçam o álbum e... sintam, apaixonem-se e viagem... não há nada melhor na música senão a capacidade de nos elevar a qualquer coisa ou lugar que nos seja muito pessoal e intransmissível!
Estou apaixonada outra vez por um novo trabalho do Jónsi... Pudera eu encontrar uma paixão no meu quotidiano de tal forma arrebatadora como esta em relação a música - casava-me!
Adoro adoro adoro!!!!
Eu tou pior!
Eu tou pior! Tou tou...
Desde que meti na cabeça o "Xana agora vais atinar um pouquinho só até final de Junho para fazeres os exames em condições" que olha... desgraça total.
Curioso que acho que é geral! Ou seja, acontece-me em diversos contextos e já identifiquei pessoas com o mesmo "problema".
Dou por mim agora a pensar nisto.
Sempre, em qualquer circunstância, que me vejo com algo importante para fazer e, vá, que dê algum trabalho.... invento 1001 coisas para fazer antes. Isto até me faz rir.
Sou assim... Vai um exemplo:
Mantenho o meu quarto durante a semana naquele desarrumado-arrumado. Caramba gosto muito desta expressão, eu passo a explicar - arrumado não está, mas a desarrumação está toda arrumada num canto... assim para quando me der na tola pôr tudo no seu devido lugar. Sim isto porque também tenho o problema de quando arrumo é de uma ponta a outra, metódica que até doi!
Mas bom, desde sexta que eu enfiei-me em casa e além da rotina diária, vale-me um curto café, se tanto, após o jantar. A ideia é relaxar e estudar ao máximo.
Problema?
Em casa eu fico, não será por aí.
A questão é que desde que eu fiquei em casa: já arrumei o quarto; o meu facebook parece um sic notícias com actualizações de hora a hora, sendo que a diferença é que não tem qualquer conteúdo ou algo por onde se lhe pegue; já separei tudo que tenho para estudar; já meti separadores coloridos (escolhi as cores e tudo!) entre os capítulos a marrar; já fiz aquela tarefa horrível do calendarizar e validar o quanto tenho pa marrar e o tempo disponível (concluí que até se faz com algum esforcinho); mais... haha já me apanhei a ir tomar banho a 00:00, secar cabelo; etc etc...
ENFIM... fiz tudo aquilo que por norma tenho para fazer mas olha, vou fazendo sem qualquer prioridade ou aborrecimento...
E estudar? Ah amigos, isso é outra história.
Óbvio que quando paro e começo a ler... 10 páginas e já olho para o portátil a deitar fumo pelas ventas ("aquela musica agora ia que era um mimo".... zungas)
É triste... eu sei.
Prova disso e outro exemplo "a mão" É ESTE POST!
Incrível o que eu invento para contornar as coisas que tenho para fazer... Pffff...
E desenganem-se se pensam que isto é só no estudo... Amigos... isto pode ir a afazeres, compromissos e até relações - Sofro do síndrome "tudo para a última da hora".
Depois penso nisto e vem o "ai agora também não vais desesperar... Vais-te deitar, relaxas e amanhã acordas fresca das ideias, quem sabe até cedo, e começas o dia em condições"...
Claro, eu também já sei que só vou largar isto, entenda-se "o mundo virtual" as quinhentas... E já me apanhei aqui agora a pensar no "epa podia retocar agora a côr do cabelo".... São 00:54!!!
Conclusão:
Juízo?? Nenhum!!!
Solução?? Não encontro!!!
E agora? Agora olha... quando o desespero apertar mesmo entro na linha e resolvo... Funciona assim!
shame xanitz, shame on you!
sábado, maio 08, 2010
Time out!
"temos muito para organizar" - penso!
Convenhamos... ficar em casa foi sem dúvida o primeiro passo para.
domingo, maio 02, 2010
sexta-feira, abril 23, 2010
magia de um ipod!
Há coisas que me deixam estupefacta como simplesmente ter o meu ipod em shuffle, ir dar um passeio enquanto fumo o meu cigarro e o gajo injectar-me com tudo que eu, sem saber, gostaria de ouvir.
Começa com Starálfur dos Sigur Rós… Inicio com um “que bem que se está a caminhar com este tempo que nem chove, nem faz calor, nem faz frio.” Pensamento longe, com nada de especial ou de concreto, apenas atenta na magia do som que estes senhores criam e nas emoções que segundo a segundo vão despertando.
Depois, altera o “mood” para They gave you a heart, they gave you a name dos Ladytron... Alto - aqui fico mais introspectiva - o ipod confronta-me com outra realidade. Este álbum ouvi-o numa fase mais 8 ou 80 da minha vida, em viagens fora de hora a meio da noite, rumo a perdição, quase que perdida na tentação… Ainda assim, a medida que ouço, perco-me entre a música e as memória, entre a mensagem e a lição aprendida.
Bom, o ipod parece adivinhar e emenda a seguir com a Bright Lights dos meus Placebo. Aqui, confesso, sorri para ninguém e olhei ainda para o céu, a sorrir, antes de entrar no prédio. Este álbum apresenta igualmente uma fase da minha vida, um quanto posterior a anterior e bem mais leve… Placebo no entanto é o que eu chamo de “terapia” e não tenho como, (nem quero, não me atrevo e nem conseguiria) explicar o que isso poderá querer dizer.
O que eu chamo mesmo de “cereja no cimo o bolo” é a música com que me presenteia quando, no meu 11º andar e enquanto olho pelo meu terraço, me descalço – Galapogos dos Smashing Pumpkins… Ora música que ouvi e vivi, longos anos atrás, nesta mesma zona da cidade, neste mesmo bairro… E agora aqui, anos depois, nostálgica a olhar para a minha escola secundária e a lembrar quando era uma menina!
Agora permitam-me, há coisas fantásticas não há?
sexta-feira, abril 16, 2010
página em branco
Tenho a história, tenho as personagens, tenho os factos, tenho os argumentos...
Só me falta começar a escrever!
E vontade não falta :)
Veremos...
"intro" as "once upon a time"
(que é bastante apropriada)
terça-feira, abril 06, 2010
Estou a tentar expulsar-te antes de realmente entrares...
Quer dizer... entras sem pedir permissão, desarrumas a casa e instauras o caos.
Tentei de todas as formas possíveis retirar-te do caminho antes que isto pudesse começar a "incomodar"...
Para quê?
Em cada tentativa minha, uma investida tua...
(eu disse-te que estava bem sozinha)
Com tanta mulher a tua volta, mas põe quantidade nisso... não, tinhas que parar logo a minha frente!
Para?
Ego ferido por ter alguém que não caiu a primeira ou a segunda investida??? Tão mítica e tão velha essa... Até cansa!
Banalizar... banalizar... banalizar!
Banalizaste as palavras... gastaste-as antes do tempo.
Disseste tudo o que eu queria ouvir, criaste situações lindas e dignas do "meu filme de cinema"... antes do tempo... tudo antes do tempo...
Hoje percebo que da mesma forma que quebraste as minhas defesas, deixaste-me revoltada.
Não me fizeste nada de especial, é certo... o meu lado drama queen está (e como está!) a gritar-te aos ouvidos e isso eu confesso!
Porque?
Porque pela primeira vez percebi que... se não te falar, estranho.
E repara que não me importa minimamente quem és ou o que fazes... Também não sou de me preocupar de onde vens ou onde estiveste ou até mesmo o que fizeste... Preocupa-me para onde vais - "Não me importa onde estiveste, desde que saibas para onde vais".
Isto deve, digo eu, fazer-te confusão.
Porque de tudo que "gosto" em ti... o que menos gosto, ou melhor dizendo, a que menos ligo e mais me deixa insegura, é essa tua parte que está tão exposta... Aliás de certo que já notaste o meu embaraço em algumas situações.
Enfim, não te conheço e contra mim mesma perdi a luta do não te querer conhecer.
Não, não considero isto uma conquista... Não sei porquê!
Acho que não faço muito sentido naquilo que estou a escrever... Nem poderia... Estou contudo a tentar.
Quero te dizer apenas que TU... tu tens aqui a bela oportunidade de parar com este "nada de nada" que parece um "tudo e tudo e tudo" se isso não passar de um capricho teu.
Porque simplesmente não estás a ser rejeitado... Já chegaste até mim de certa forma!
Este "tudo e tudo e tudo", deixa-me agora rapidamente recordar,... está presente nas entre-linhas, em meia dúzia de palavras, nas sms fora de hora, nos abraços e demonstrações loucas de puro afecto - tipicamente tuas acredito! -... deixa-me dizer-te que FOI AQUI que encontrei alguém dentro de ti fazia a diferença... na simplicidade das pequenas coisas. Sim, foi aqui que começaste a fazer-me sorrir.
Mas eu não sou essa princesa que tu insistes em ver, ou que se não vês, insistes em me fazer sentir... E ainda que não seja a tua intenção e seja somente uma má interpretação minha, o facto é que não sou! Não sou alguém especial. Como poderia ser? Baseado em quê?
Pelo menos... não é nisso que eu acredito!
(faz-me sentir que estão a insultar a minha inteligência... e repara como eu sei distinguir até certo ponto o racional do afectivo... Sei que há coisas que não se explicam, sentem-se... eu que o diga agora!).
E agora... agora deu um nó! Ou seja... fodeu!
E mais não digo... se é que disse alguma coisa... mas sinto que já te escrevi demais!
Aliás, digo sim... digo (sobria) que "gosto de ti" **
quinta-feira, abril 01, 2010
figurino errado
-"Figurino errado?"
- Então, não vês?
Pára e procura as palavras correctas que a sustentem nesta teoria.
- Não? - insiste ela.
- Repara, se o filme é teu, se és inclusive autora e dona da própria história, diz-me: porque irias então escrever a história "errada"? Diz-me também se acreditas no que disseste.
Ela nada pronuncia, encolhe os ombros e é absorvida pelo silêncio.
- Nada temas. - acrescenta - Mesmo quando falhas estás a caminhar em frente, sabes bem disso.
- Será que realmente estou?
- Olha para trás e diz-me tu.
Antes que ela pudesse reagir, levou o braço ao ombro dela, apertou-o suavemente e olhou-a com ternura e firmeza.
- Vive, caralho!
Sorriu-lhe, deu dois beijos na face e preparou-se para ir embora.
- Obrigado! - disse quando ele estaria já a abrir a porta.
Sem interromper o movimento de sair pela porta, volta-se e acrescenta amigavelmente - "Ora, ambos sabemos que eu não fiz rigorosamente nada. Beijo." - fechando de seguida a porta.
quarta-feira, março 31, 2010
Amigas Vs Amigos - "panadinhos"
Porque são tão... ora vejam...
... diz (23:59):
mas andamento de uma semana nao e o mm que andamento de um ano
mas voces mulheres nao sao mt boas a fazer panadinhos
XanitZ diz (0:01):
panadinhos???
... diz (0:01):
panadinhos e do genero
... diz (0:02):
pana de um lado, pana do outro e sai fora antes que estorique
(eu aqui não me aguentei e tive que rir mesmo muito...)
Bandidos... tão sempre certos!!
O que se quer reter e que seja minimamente útil ou didáctico:
"Os homens são de facto melhores cozinheiros"... e depois desta não há quem me convença do contrário! :)
quarta-feira, março 24, 2010
Protect me from what I want
Hoje confessei-te, no meio de mais uns dos nossos súbitos desabafos:
- Não sei o que quero!
- Porquê? Tens medo do quê?
Entretanto comecei a conduzir. Também eram já 21:30...
E agora... agora confesso que nem na altura nem agora encontro uma resposta aceitável, lógica ou até mesmo compreensível.
Também me deixou a pensar uma parte anterior da conversa... Neste momento conseguiste pôr-me a olhar para mim mesma, através do exterior, numa perspectiva crítica. E estou, confesso outra vez, a tentar compreender se gosto de todo ou não do que vejo...
Descobri parte da resposta e ainda estou a digeri-la. Esta será provavelmente a "boa" notícia.
Por isso, e como se estivéssemos ainda encostados aquele carro branco, rodo a cabeça para o meu lado esquerdo, onde tu estás, e elevando o olhar em direcção ao teu, esboço um sorriso. (Deverás ler aqui o meu sincero "obrigado... mais uma vez!".)
Esta música ajudou-me... Entenderás certamente!
It's the disease of the age
It's the disease that we crave
Alone at the end of the rave
We catch the last bus home
Corporate America wakes
Coffee republic and cakes
We open the latch on the gate
Of the hole that we call our home
Protect me from what I want...
Protect me protect me
Maybe we're victims of fate
Remember when we'd celebrate
We'd drink and get high until late
And now we're all alone
Wedding bells ain't gonna chime
With both of us guilty of crime
And both of us sentenced to time
And now we're all alone
Protect me from what I want...
Protect me protect me
Protect me from what I want...
Protect me protect me
Protect me from what I want...
Protect me protect me
Protect me from what I want...
Protect me protect me
quinta-feira, março 18, 2010
quarta-feira, março 17, 2010
estou bem sozinha, obrigado
Deve ser por isso que, por vezes, irrita-me quando há falta de inspiração ou "motor" para uma explosão de palavras, mesmo sendo eu a drama queen que muitos conhecem. (E se calhar assim sou por estar a procura de um propósito para escrever... Não sei... Também não é o que me leva a escrever hoje.)
Li a instantes uma citação de um senhor que até nem é muito do meu leque de leituras, que passo a transcrever:
«A mulher que se beijou e não se teve, que se adivinhou e não se possuiu, transforma-se para nós numa obsessão, numa preocupação doentia»
Júlio Dantas
Recordo-me agora de um em particular....
"Recordo-me da tua abordagem, bêbado, a procurar-me com uma desculpa diria um quanto precária... Era ainda meio da minha longa noite, daquelas minhas típicas saídas a noite "até o sol raiar" entre apenas amigos e com zero "filmes" (as que no final de contas, mais gosto!)! E tu, tu estavas decidido a não deixar passar a oportunidade de ir parar aonde eu estava.
Posso referir apenas um aspecto crucial? Aquele de que simplesmente os nossos gostos, na generalidade, divergem?.. Ok!
O problema é que me conheces... conheces-me razoavelmente bem até. Sabes que sou tua amiga, o que estabeleci para mim mesma pouco depois de te conhecer e me passar a "ilusão" do "ou algo mais". Sabes ainda até que sou uma pessoa que, quando amiga, mesmo com todo o meu temperamento 8 ou 80, não falho. Entre tanta outra coisa...
No entanto, criaste-me uma situação um quanto constrangedora. As bebidas deixam-te de facto bem disposto e isso contagia... mas ao mesmo tempo tiram-te qualquer linha de raciocínio apropriada antes de falares ou agires, como acontece com a maior parte das pessoas quando bebem.
Eu queria ir embora, aliás concordamos com isso antes de sair sequer do bar. No meio da rua paraste-me para entrar num outro bar, ouvir a música dizias tu... Jamiroquai? Não lembro bem o que estava a dar. "Dá-me a mão, vamos só ouvir esta!!!"... E eu farta de ver que não era bar algum mas sim um daqueles locais abertos até as tantas onde se pode comer - nada de gente a dançar ou tão pouco lugar para se entrar e ouvir apenas uma música - decidi entrar para ver a tua reacção e, quanto mais cedo lá entrássemos, mais cedo sairíamos, mais cedo iria eu para casa. (pelo menos foi nisto que eu acreditei).
"só uma tosta mista... A menina faz em 2 minutos, não é?" e vira-se para a empregada.
Venha a tosta mista!
Falaste-me de trás para a frente e de frente para trás em episódios pontuais, trocando-lhes até a ordem. Mantive-te no teu lugar. Provavelmente perdido no tempo, e numa linha de raciocínio que insisto frisar que não poderia sequer ser possível existir no teu estado, tentas, num piscar de olhos, me roubar um beijo sem sucesso. Expliquei-te que não. E daí, "memória para que te quero quando estou com os copos????" - fazes uma segunda investida... e até mesmo uma terceira.
Alterei o meu tom e voltei a explicar, desta vez endureci e acrescentei um "Sabes por acaso se eu tenho alguém?".
Não ficaste sóbrio, mas acabei com grande parte da tua moca.
Tanta era a "vontade" que este pequeno pormenor (pequeno??) te tinha escapado. Aqui acredito que uma linha de raciocínio, ainda que leve, percorreu o teu cérebro.
Consegui meter-te no teu lugar, não tardou estava eu em minha casa e o episódio encerrado."
Um episódio, como digo, - que pode até ter sido isolado e acredito perfeitamente que tenha sido - mas que elevou-me para um pensamento crítico sobre a "coisa".
Esta citação reavivou-me o inédito das obsessões pelo que não se consegue ter, mesmo quando apenas "queremos por querer"... E lembrou-me igualmente a outra vertente - a exclusão ou despreocupação grosseira depois de já se conseguir ter/possuir.
Isto, estas situações... endurecem-me perante a actual oferta e procura.
Tenho uma forma muito própria de gerir o meu lado afectivo e emocional e sei que sou vítima da minha posição. Contudo, quanto mais vivo, menos consigo ser de outra forma. Há muito que aprendi a ser coerente comigo mesma e com o que sinto, ainda que o que sinta ou queira não seja tangível.
É, e cada vez mais, com o peito cheio de ar e uma enorme convicção que digo e repito:
domingo, março 14, 2010
O que Une uma Mulher a um Homem
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
sexta-feira, março 12, 2010
Uma Mulher sem Areia Nenhuma
quinta-feira, março 04, 2010
Deixa-me fantasiar um pouco isto, posso?
Foram apenas 2 palavras... 2...
Mas posso, nem que só por esta noite, adormecer a fantasiar que ainda entras na minha vida?
Que o desencontro é apenas isso, um desencontro?
Que sentes, como eu, em cada "refresh" a ansiedade de um sinal... alguma coisa??
Que o "não me importa de onde vens desde que saibas para onde vais" ainda tenha qualquer significado?
Deixa-me dizer-te então, nesta fantasia, que tenho saudades tuas. Tenho saudades de te ver... de ouvir a tua voz... do teu olhar. Gosto do teu olhar, ainda lembras?
Deixa-me com isto fantasiar que te estou a escrever neste momento e que serás a última pessoa com quem comunico hoje e que igualmente serás a primeira pessoa com quem irei comunicar quando acordar... como aconteceu dias e dias... Que praticamente adormeço e acordo contigo.
Quero fantasiar aquilo que senti quando te conheci e quando ainda te estava a conhecer melhor dia após dia... Era bom e preenchia-me! Gostava de me sentir, hoje, desnorteada outra vez como me senti quando te encontrei nos bares pela primeira vez... uma menina.
Agora... Está a chover e tenho de me ir embora. Mas antes de ir, levas-me ao metro? Assim num abraço desengonçado, mas firme, que me faz segura. Guia-me pelos mesmos atalhos... Seguimos então, eu enfiada o maximo possivel dentro do meu casaco mas sempre envolvida no teu abraço, e tu a segurar ainda o guarda-chuva com a outra mão. Trocamos poucas palavras. Um "não queria ir embora, sabes?" devia estar escrito na minha testa. O longo caminho parece curto e rapidamente chegamos ao metro.
"Vou neste, bom jantar logo..." são as palavras que sei dizer neste momento.
O metro chega e aproximo-me mais para me despedir... Debaixo do guarda-chuva e num acto inesperado roubas-me o primeiro beijo e numa fracção de segundos estou já dentro do metro... Desta vez não equacionei sair... acredito que não cheguei sequer a partir.
Vou dormir.
Amanhã estarei certamente no meu mundo real e isto será o que acabei de mencionar, uma fantasia. :)
Mas se há coisa boa no mal de sabermos pensar demais, é justamente o podermos jogar com isso!
Beijava-te amigavelmente na testa, agora que regresso deste pequeno devaneio!
É com agrado que constato seres uma inspiração para este post :)
terça-feira, março 02, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
Back to my game

Com o fim do mês de Fevereiro, acaba uma etapa e começa outra.
Acabou o primeiro semestre... Acabaram os exames...
Mais que isso, acabou uma fase!
Confesso que estive, mais até nas últimas semanas, em fase de adaptação a algumas mudanças na minha vida, várias delas impostas por mim mesma. Algumas pequenas, muito pequenas mesmo, outras grandes... algumas sentimentais, amorosas e até profissionais.
Não por saber de todo o que quero... mas justamente por saber o que não quero! O que não quero para mim, para a minha vida ou no meu dia a dia.
Como em qualquer projecto... terminada a fase de testes e sendo o resultado satisfatório - passamos a implementação :)
Sim, voltando ao "my game" - é com ansiedade que tenho acompanhado estas últimas semanas. Ando surpreendida comigo mesma em muita coisa e do "nada" comecei a desbloquear e a não complicar muitas situações. Do "nada" porque não foi tão fácil quanto as palavras querem parecer e parte de mim ficou de facto pelo caminho, mas conclui ser uma parte que já não me interessava ou me fizesse sequer falta.
Continuam a faltar coisas... coisas bem necessárias e elementares. Haha, sim, continua a faltar o homem do cavalo branco. Mas conclui que de nada vale a pena ficar a espera de braços cruzados e a ver a vida passar só porque não chegam. Ou então procura-las nos locais errados -Não! Consigo muito bem avançar sozinha com muitos outros projectos e sentir-me bem comigo mesma.
Esperei tempo demais pelo "ideal". Enquanto esperei pouco ou nada fiz. Enquanto esperei sinto até que pouco vivi... sabendo certamente que vivi e bem, mas sempre a faltar "um danoninho"...
Hm...
Não falo de andar mal ou coisa que se pareça... falo daquilo que quero para mim e do balanço que faço disso - entre o que queria e o que obtive. Porque de fora continuo a acreditar que quem me vê fica pela menina sorridente sempre pronta para uma festa e bem sucedida no trabalho, com acessos de drama pontuais e formatada para o romantismo! LOL eu sei, eu sei... Mas a menina é apenas a fachada de uma mulher com muito mais!
De qualquer forma, o que me importa neste momento é ter descoberto uma pequena parte dentro de mim que... sem nada faz tudo! Não vou conseguir exprimir isto melhor... Nem sei ou tão pouco me preocupo se isto faz sequer algum sentido.
Estou feliz... A expressão "o céu é o limite" tem outro sabor, sabem? :) Gostava que muitos pudessem entender o que estou aqui a tentar dizer, aliás alguns de facto vão entender... Mas os que não entendem, pa, é bom! É mesmo bom!
Estou de facto feliz! :) Mas, como sempre, quero mais! :) E estou a fazer por mais!
Só para dizer que voltei, em grande, para tudo aquilo que a vida me tiver a proporcionar e para tudo aquilo que eu quero dela :P
uma musica do CD que não para de rolar aqui deste lado... once again... que posso eu fazer? Não vai de encontro ao que eu escrevi, mas adoro a música! E é o que estou a ouvir!