terça-feira, junho 23, 2009

"Vive a vida o mais intensamente que puderes. Escreve essa intensidade o mais calmamente que puderes. E ela será ainda mais intensa no absoluto do imaginário de quem te lê"

Vergílio Ferreira

ps

Conclui que se um dia decidir juntar todos os meus "posts" destes e outros sites que por aí vou tendo (tive) dava para fazer uns quantos livros...

Medo!

domingo, junho 21, 2009

Aquilo a que chamo fim-de-semana TOP

- muito sol!
- muita praia!
- nada de vento!!!
- muitos banhos de mar...

(ou seja, muita coisa de vida praiana... que eu adoro - nisso sou mesmo carioca de gema...)

- rodisio depois da praia... aiiiiiiiiii!!!
- nao meter os pes no trabalho... nao pensar sequer em trabalho...
- adormecer com as janelas escancaradas e sentir a brisa, ainda que fraca...
- acordar e ver o Sr SOL impaciente já a minha espera.
- ir a noite tomar cafe e uns fininhos... com o bom tempo sempre a acompanhar...
- sem stress... sem pressas... sem correrias... sem exageros...

... mas acima de tudo... OS MEUS AMIGOS...

Sem eles, nem praia, nem sol, nem cafes, nem festinhas a noite nem nada... nada seria igual... poderia ate fazer essas coisas, mas nunca seriam a mesma coisa!

Foi um bom fim-de-semana :)
Estou mooooorta depois da "porrada" de praia que eu levei neste fim-de-semana... mas, até mesmo esse cansaço, É BOM!

upa upa... venham mais ;)

quarta-feira, junho 17, 2009

Fade into you - Mazzy Star

Tinha saudades desta música!!

Simples e forte!

Continua a ser também uma das "minhas canções" com um significado que é muito "meu"

(e era mesmo o "fade into you... I think it's strange you never knew")

terça-feira, junho 16, 2009

Suð Í Eyrum

De longe a minha banda de eleição e que me desperta todo o tipo de emoções...

Sigur Rós é daquelas bandas que, melhor do que ouvir o CD é vê-los ao vivo... Apelam a sensibilidade de quem os está a ouvir e o concerto deixa de ser "só um concerto" e passa a ter aquele toque "mágico"... Não sei explicar... Mas é muito mais que bom, é TOP!

Finalmente encontrei uma versão desta música ao vivo - das músicas que mais gostei do último albúm.Uma música já carregada de muito significado para mim, mas que sempre que a ouço me faz viajar para loooonge e nem sempre no mesmo sentido!

ADORO... isto é LINDO!

(há dias assim... em que ao saltar de video em video no youtube aparecem-nos umas pérolas no caminho)

hmpf...

A Cinderela (a verdadeira!) perdeu o sapato... mas eu consegui perder o vestido mesmo antes de o ter!

quinta-feira, junho 11, 2009

Insónia...



"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos"

W. Shakespeare


Não te faz sentido??


Estou aqui... são de facto 2:27 da manhã!
O telemovel não toca, nem irá tocar!
Já dormes, não mo disseste, mas sei-o eu!
Eu estou acordada e facilmente depreende-se que estou a pensar em ti.
Estás longe... esta coisa de uma pessoa viajar comparada a simples possibilidade de eu estar em minha casa e tu na tua, faz-me toda a diferença. Não estás fisicamente ao meu alcance e isso deixa-me perturbada - fazes-me falta! É o precisar de ti pelo simples facto de estares inacessível...

Nestas alturas fico a pensar (ainda mais!) na importância que atibuimos as pessoas na nossa vida. Cada uma tem o seu lugar específico, não se misturam... Assim como aquilo que inconscientemente cultivamos sobre essas pessoas - aquilo que se constrói.

Não sou das pessoas mais acessíveis... mas tu vês-me!! Conheces as minhas facetas todas num piscar de olhos e até falas mais comigo quando estás calado.. Humpf... És e tens sido "a minha pessoa", apesar de tudo... apesar de todos! Não sei o dia de amanhã - mas tu realmente me fazes acreditar, mais ultimamente, que o importante é percorrer o caminho da melhor forma e depois sim poderei algum dia saber aonde ele me leva.

Quero te dizer mesmo que me fazes falta - sim, esta é a Xana que tu encolhes os ombros e dizes "trenga" - habituei-me assim - ainda há a menina, a criancinha, a que precisa de toda a atenção e preferivelmente desses teus 2 braços a minha volta! Apesar de ser já hoje uma mulher, que também ajudaste a construir :)

Estou de facto lamechas - ouvir Killers também não está a ajudar muito - dado que é oficial que ambos não iremos ao concerto... É certo que também é oficial que algures quando eles nessa noite tocarem a "Dustland fairytale" não estaremos lá, mas estaremos juntos... e vou estar uma Cinderela e tudo :) Se não tocarem, olha... não perdemos a viagem ;)
Confesso contudo que ainda estou em fase de assimilação sobre esta parte dos "eventos" e implicações e afins... Lá está, surpreender-me é tambem um clássico teu!

2:57 - podemos recuar 24 horas? :)

Vou dormir... tentar vá...
Estou empenhada na tentativa do tempo voar até voltares!

Até lá, é garantido que o meu "modo cinderela" não vai esmorecer, nem por um momento!
Obrigado por trazeres desta vez o melhor que há em mim de volta!





segunda-feira, junho 08, 2009

Destino...


Não quero acreditar nele faz já muito tempo...
No entanto cada decisão que tomo, cada rumo que sigo, cada palavra que digo, cada gesto... tudo parece conduzir-me senão numa única direcção.

Hoje contudo estou feliz! Estou de facto FELIZ... não saberia explicar o porquê aqui, sem que ficasse com a sensação que estaria a reduzir de alguma forma esse sentimento.

Apologista 100% das "pequenas coisas" desta vida... não imaginam sequer o que me faz espelhar aqui o meu melhor sorriso nesta noite!
E isso, guardo para mim... sendo que o importante não é "a causa" mas sim a "consequência".
Por breves momentos sinto o "não importa onde vou parar desde que esteja a percorrer o caminho"!

Para o dia de hoje... ESCOLHI esta:





"Like an apple on a tree
Hiding out behind the leaves
I was difficult to reach
But you picked me
Like a shell upon a beach
Just another pretty piece
I was difficult to see
But you picked me
Yeah you picked me"

sexta-feira, junho 05, 2009

O solitário

"As observações e as vivências do solitário que só fala consigo próprio são simultaneamente mais indistintas e intensas do que as do homem social e os seus pensamentos são mais graves, mais fantasiosos e nunca sem uma coloração de melancolia. Imagens e impressões que outros poriam naturalmente de lado após um olhar, um sorriso, um comentário, ocupam-no mais do que é devido, tornam-se profundas no silêncio, ganham significado, transformam-se em acontecimento, aventura, emoção. A solidão cria o original, o belo ousado e estranho cria a poesia. Mas cria também o distorcido, o desproporcionado, o absurdo e o proibido."

Thomas Mann, in "Morte em Veneza"
Adoro este excerto... Sem dúvida a melhor descrição para aquilo que conheço e "reconheço" na solidão humana!

quinta-feira, junho 04, 2009

A Força Tardia mas Eficaz do Intelecto

"Sejam quais forem os sentimentos e os interesses humanos, o intelecto é, também ele, uma força. Esta não consegue prevalecer imediatamente, mas por fim os seus efeitos revelam-se ainda mais peremptórios. A verdade que mais fere acaba sempre por ser notada e por se impor, assim que os interesses que lesa e as emoções que suscita tenham esgotado a sua virulência. "

Sigmund Freud, 'As Palavras de Freud'

quarta-feira, junho 03, 2009

Fiodor Dostoievski

Uma coisa que além da música eu gosto muito - ler.
Irei tentar manter aqui também um pouco de tudo que leio... sejam os livros, poesia, citações, etc etc etc... e que considero realmente bons.

Começo pelo Sr. Fiódor Dostoiévski - escritor russo... dos maiores romancistas da literatura russa. Sem qualquer ordem de preferência, apenas aquele que estaria a ler no momento.


Algumas das suas citações que eu destaco:


"A melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo "




"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz "




"Não há desgraças para os corações débeis. A desgraça requer um coração forte"




"Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo"




"Há coisas sobre as quais não só não se pode falar com inteligência mas é até falta de inteligência falar sobre ela "




"É melhor ser infeliz, mas estar inteirado disso, do que ser feliz e viver como um idiota "




.






"É sabido que comboios completos de pensamento atravessam instantaneamente as nossas cabeças, na forma de certos sentimentos, sem tradução para a linguagem humana, menos ainda para uma linguagem literária... porque muitos dos nossos sentimentos, quando traduzidos numa linguagem simples, parecem completamente sem sentido. Essa é a razão pela qual eles nunca chegam a entrar no mundo, no entanto toda a gente os tem. "

in "Uma Anedota Sórdida"


terça-feira, junho 02, 2009

AM & FM - versão "eu em modo partir qualquer coisa!"

AMIGO!!!

Eu sou o AM e tu o FM... não dá!!! Não se misturam e quando se misturam não sai boa coisa!

Entende isso... eu já entendi... E não me faças rir... nem me faças chorar! Porque já fiz as duas coisas e também não resolveu nada!

Deixa-me ir... Já te disse!

Aliás... já vou longe!

segunda-feira, junho 01, 2009

Por muito tempo achei que a ausência é falta

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, maio 28, 2009

"Nunca mais pensei em ti"

Alguém me enviou isto... desconheço o autor... mas gosto muito de o ler e merece estar aqui!
É algo com o qual toooooooodos se vão identificar... mesmo que parcialmente.

"Nunca mais pensei em ti, sabes? E ontem ao tocar no teu nome lembrei-me que já nem me lembrava de ti. Percebi que já não sabia o teu telefone de cor, e que já nem sabia o teu nome completo. Lembrei-me que já não me lembrava da tua cara, nem dos traços específicos, das tuas expressões. Já não sei as tuas manias, nem os teus vícios. Não me recordo de ti, nem da maneira como falas. Não sei o tom da tua voz, nem me lembro de tudo o que passamos juntos. Lamento, foste tu que quiseste assim. Como me habituei a ti, desabituei-me. Não foi fácil, mas também ninguém disse que o era. Ao princípio custou, mas depois acabei por me habituar. Por isso, hoje acredito que é tudo uma questão de hábito, ou da falta dele. Foi difícil arranjar qualquer coisa que substituísse a falta que tu me fazias. Agarrava-me a qualquer coisa para nem ter tempo de pensar em ti. Ocupei o meu pensamento com tantas coisas, só para não ter de me lembrar de tudo que passei contigo. Refugiei-me na música, ouvia dia e noite para tentar apaziguar a dor. Fiz tudo e no fim percebi que não tinha feito quase nada. Há coisas que só o tempo leva. E hoje sinto-me livre. Ainda te sinto em mim, isso é verdade. Acho que te vou sentir sempre, mas percebi que as coisas importantes não se perdem assim. Não preciso de te ver para me lembrar de ti. Não preciso de chorar para manter a nossa história no meu pensamento. Não preciso de te abraçar para recordar de como cheiras bem. Não preciso de te olhar para saber que nunca nos vamos esquecer. Tu habituaste-me assim. Mas doeu, doeu muito. Doeu no inicio, durante, e agora de vez em quando ainda doí. Mas é uma coisa muito escassa. Não é dor daquela que fere, daquela que nos tira a respiração e nos magoa por dentro. É a dor que o tempo deixa, a dor das saudades e do que não foi e podia ter sido. Agora é diferente. Não te tenho raiva, apenas pena do rumo que as coisas tomaram. Não te odeio por não estar aqui comigo. Não lhe tenho nada, e é este o caminho."

Pa... sem palavras!
Não escreveria melhor!

Repito... não sei quem é... mas até gostava de conhecer!

quarta-feira, maio 27, 2009

Sr Mark Ronson



Há qualquer coisa no Ronson que eu não sei explicar...


Que o gajo tem jeito para a coisa, tem!!!

Que tem estilo, tem!!!

Está genial... adoro esta música!

terça-feira, maio 26, 2009

Hoppíppolla

Sigur Rós - Hoppíppolla - uma musica que me faz sorrir!!

domingo, maio 24, 2009

Parabéns Bunny :)


De todos os presentes que "ganhei" nesta vida, o que mais amei até hoje - parte da minha família agora e sempre!

Quando 11 anos atrás, no Rio de Janeiro, cismei, junto com o meu irmão de que teríamos que pedir aos nossos pais um cão, não sabiamos minimamente o tamanho do nosso pedido.

Mas ele veio... lembro como se fosse hoje...

Julho/Agosto 1998... Ipanema... Avenida Brasil... Não estava propriamente um dia de calor dado que estavamos no Inverno. Chegou de manhã cedo... quando digo cedo, seria certamente cedo - os cariocas começam as as aulas as 7:00 da manhã sendo que o dia amanhece e começa bem cedo comparativamente a Europa - não arrisco dizer que horas seriam, mas sei que a minha mãe estava ainda deitada.
O porteiro ligou para o apartamento a dizer que estava alguém para entregar o cão - o meu irmão desce com o meu pai. Eu, lembro-me bem, fiquei a dar saltinhos de alegria, a espreitar pela janela e coisas do género... Depois abri a porta de serviço e desci as escadas, virei para a minha direita e segui para a entrada social do prédio - ainda considerei ir pela minha esquerda e seguir a entrada de serviço (normalmente por onde entram as pessoas quando chegam da praia, compras... onde fica a garagem e onde entram os animais,). Mas não, ouvi vozes na entrada social e espreitei... Era um corredor (salão?) amplo, branco, cheio de claridade... as paredes e o chão eram revestidos se não me engano de mármore branca (as fachadas e interiores dos prédios no Brasil conseguem ser de uma beleza e bom gosto único) - existia também ainda mais para a direita o jardim interior do prédio, logo um local bastante iluminado. Desviei o meu olhar em direcção ao som e consequentemente para a entrada do edifício... No meio do branco e da claridade, com a praia de Ipanema como cenário de fundo, vi o meu pai junto do meu irmão e aquilo que se afigurava serem as feições do nosso cão - retenho esta imagem também até hoje. Não me aproximei - esperei! Entregue o cão, hoje Bunny, começam a vir em minha direcção... aquele entusiasmo começava a explodir aqui dentro a ansiedade de o ver, de lhe pegar...

Foi assim a primeira vez que te vi, ao colo de um deles, pequenininho... todo pretinho. Nada confortável e com aquele ar "quem são estes??" - peguei-te ao colo pela primeira vez já em casa e rompi pelo apartamento em direcção ao quarto dos meus pais - "mãe mãe... chegou"... Enquanto entrava pelo quarto e deixava o cão em cima da cama ao lado da minha mãe - ela olha para o cão pela primeira vez e sai-lhe o "ai que ele é tao grande" - ela nunca tinha propriamente aprovado a ideia de ter um cão.

O teu primeiro dia no apartamento esta-me gravado na memória... ainda que quase 11 anos depois...

As primeiras interacções... a choradeira da primeira noite e seguintes... Tanta coisa...

O meu cão, não por ter vindo do outro lado do mundo ou coisa parecida... mas talvez por ser meu... é-me particularmente precioso. Gosta de mim! Suspira comigo quando o dia corre mal... Espeta-me aquele focinho húmido no meio da cara quando estou armada em parva e a deixar a vida passar-me pelas mãos... Faz-me acreditar todos os dias que a vida é fácil e que precisamos de muito pouco para sermos felizes - relembra-me dos sentimentos que realmente são importantes e aqueles que realmente não são - um professor em muitos momentos na minha vida :)
Sabe e sente muito muito mais do que aquilo que nós consideramos possível.

E tem o melhor olhar do mundoooooo!!!

Fica aqui o meu post babado para o meu cão!
Parabéns amigão!!!

sexta-feira, maio 22, 2009

"A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."

Florbela Espanca

Conselho

Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim com lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.

Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
Fernando Pessoa (Cancioneiro)